2009

Luz


Direcção | Coreografia Nélia Pinheiro
Música John Cage
Texto Mónica Alves | Edson Carvalho
Bailarinos Gonçalo Lobato | São Castro | Mónica Alves | Edson Carvalho | Telma Pinto | Bruno Rosa
Figurinos | Cenografia Nélia Pinheiro | Rafael Leitão

Condução de luz e som Pedro Bilou | João Palha

Duração 60 min
Escalão Etário a partir dos 10 anos

Co-produção CDCE | Câmara Municipal de Estremoz
Apoios
Escola Superior de Dança | Circulo de Dança de Lisboa | Teatro da Luz – Lisboa | Universidade de Évora
CDCE Estrutura Financiada Ministério da Cultura | Direcção Geral das Artes | Câmara Municipal de Évora

Estreia Évora | Teatro Garcia de Resende | 7 de Outubro 2009

Video

A luz representa um dos elementos essenciais para o desenvolvimento da maioria das formas de vida que existem no planeta, entre os quais o Homem. Imaginar a existência humana e a composição da vida sem luz seria antinatural, destruiria as bases em que se sustenta o desenvolvimento humano.

O quotidiano na contemporaneidade desenha-se na luz natural, mas maioritariamente necessita da luz artificial. Na realidade o comportamento e o funcionamento biológico do homem e de alguns animais e plantas foi afectado a partir do momento em que se registou a descoberta da luz artificial.

Pelo caminho o homem ficou dependente da luz e no estilo de vida contemporâneo, torna-se impossível agir sem um ponto de luz artificial.

Se todos estes factos, representam uma realidade, outros existem que nos levam a observar o mundo através de outro prisma, através de uma lente que foca não no exterior, mas no interior. Neste caminho identifico outra Luz. Falo da existência de um tipo de luz, que por vezes escapa ao olhar humano, pela sua ténue presença e existência - a LUZ INTERIOR, do caminho possível, que reside no interior de cada indivíduo.

É desta luz que me interessa falar neste espectáculo.

Em LUZ abordo o caminho que o homem decidiu tomar. Esta abordagem umas vezes é desenvolvida no espaço público, outras no privado. Umas vezes é feita com uma luz intensa, que trespassa o corpo, outras vezes, com uma luz ténue, que acentua os contornos do mundo privado de cada um. Com os meus últimos trabalhos tenho procurado entender a razão que motiva alguns seres humanos a desistir da vida, a apagar a sua luz identitária, ou tentar ofuscar a dos outros.

A LUZ INTERIOR é uma característica inerente à nossa criação e identidade, ajuda-nos a observar o real e os outros com mais detalhe, a encontrar no pequeno, uma importância maior. Ilumina-nos na difícil tarefa de enfrentar os medos, a verdade sobre a nossa identidade emocional, sendo que
a física pode ser dissimulada.

No espectáculo a dança, a linguagem do novo circo e da acrobacia torna-se o vocabulário. Os símbolos, segundo os quais os seis interpretes descrevem um percurso, que é iluminado pela natureza e pelas qualidades particulares que constituem cada um.

Dançam até ao limite numa tentativa de recarregar as baterias do interior.


<< Anterior  |  Criações  |  Seguinte >>
 
 
© 2015 Companhia de Dança Contemporânea de Évora. Todos os direitos reservados. fotos: Telmo Rocha design: NAD desenvolvimento: b-online.pt
      siga-nos no