2006

Close Up

Concepção | Coreografia | Interpretação Nélia Pinheiro
Coaching Susanne Linke
Textos (depoimentos de) Ilse Loesch | Lisa Czobel Lidos por Raquel Nobre | Rafael Leitão | Nélia Pinheiro
Música Henryk Górecki - Kleines Requiem für eine Polka e Good Night | Édith Piaf | José Afonso| Discurso de Salazar: “todos não somos de mais” (28 de Abril de 1941) | As vozes do 25 de Abril
Composição da Textura Sonora Inicial Infimoframe
Cenografia | Adereços Nélia Pinheiro | Rafael Leitão | Joana Simões
Figurino Nélia Pinheiro | Susanne Linke
Vídeo Afterburn Produções


Design Gráfico Rui Alves
Direcção de Cena Rafael Leitão
Técnico de Luz | Som Filipe Físico | Jesus Agama Seco
Construção de Cenografia Carlos Godinho
Produção CDCE | Stela Couto | Bruno Bernardes

Duração 35 min
Escalão Etário Maiores de 10 anos

CDCE Estrutura Financiada Ministério da Cultura | Instituto das Artes| Câmara Municipal de Évora

Estreia Évora | Teatro Garcia de Resende | 13 de Junho de 2005

Video

O processo de criação de As Palavras Não Ditas foi intenso, agitado e ao mesmo tempo revelador no seu todo.
Revelou um início preenchido pelo uso de novos canais na forma de falar do, e com o corpo. Permitiu encontrar a liberdade no questionar os códigos. Tentativa após tentativa gerou, uma densa paleta expressiva retirada intencionalmente da história. Falou e tocou em valores, atitudes e sentimentos tidos como irrelevantes nos nossos dias. Falou-se de liberdade e no percurso descobriu-se a ausência do seu verdadeiro valor e significado.
No dia-a-dia, a democracia, está adquirida, anda à solta e ao mesmo tempo está encerrada em valores que lhe sufocam a vitalidade e empalidecem a cor.
Apesar de tudo as andorinhas ainda voltam, na primavera!
“Vivemos num estado opressivo, tipo Big Brother em que uma pessoa está sempre a ser vigiada em todo o lado… e nem pode respirar”.
Na sociedade democrática ou melhor, na sociedade videovigiada em que vivemos nenhum corpo escapa às câmaras indiscretas, ao Close UP, indesejado.
Os cidadãos privados passaram a ser vigiados no espaço público, todos os seus movimentos são seguidos com atenção.
“You can live your life but you can’t hide”, é frase dominante num anúncio Outdoor.
Close Up fala de uma vida que desconhece os valores da democracia, quando ganha a liberdade, descobre-se na prisão “outdoor” e “indoor” da sociedade videovigiada.

“I saw an eyeball staring at me!”
Uma mulher chega a casa. Está livre!
Procura dar sentido às lembranças do passado. Depois de lavar a cara, quando levanta a cabeça descobre uma câmara a observá-la “from a two-and – half inch hole in the wall.”

“Could someone be watching you?”
Close Up fala da vida de uma mulher que se julgava segura, livre, até descobrir que estava a ser seguida, gravada, vigiada.
“Now make sure you don’t become a victim”.

Nélia Pinheiro in Programa de Espectáculo

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