2005

As Palavras Não Ditas (Die ungesagten Worte)

Concepção | Coreografia | Interpretação Nélia Pinheiro
Coaching Susanne Linke
Textos (depoimentos de) Ilse Loesch | Lisa Czobel Lidos por Raquel Nobre | Rafael Leitão | Nélia Pinheiro
Música Henryk Górecki - Kleines Requiem für eine Polka e Good Night | Édith Piaf | José Afonso
Composição da Textura Sonora Inicial Infimoframe
Cenografia | Adereços Nélia Pinheiro | Rafael Leitão | Joana Simões
Figurino Nélia Pinheiro | Susanne Linke


Design Gráfico Rui Alves
Fotografias de Cena Jorge Gonçalves
Direcção de Cena Rafael Leitão
Técnico de Luz | Som Filipe Físico | Jesus Agama Seco
Construção de Cenografia Carlos Godinho
Produção CDCE

Duração 35 min
Escalão Etário Maiores de 10 anos

CDCE Estrutura Financiada Ministério da Cultura | Instituto das Artes | Câmara Municipal de Évora
Uma Iniciativa da Box Nova CCB
Co-Produção CDCE | Goethe Institut Lissabon

Estreia Lisboa | Centro Cultural de Belém | Black Box | 19 de Novembro de 2005

Imagens  |  Video  |  Programa
As palavras não ditas nasceu de uma ideia original da coreógrafa Nélia Pinheiro, trabalhada e desenvolvida ao longo de várias sessões de coaching com Susanne Linke (Alemanha). Sessões iniciadas em Vienna - Áustria, 2002, e desenvolvidas em Portugal/Alemanha em 2003, 2004, 2005.
As palavras não ditas, representa um estudo específico sobre o material histórico: a situação dos artistas e da criação artística no período do 3º Reich na Alemanha e na realidade portuguesa durante o regime de Salazar. Acolhe uma reflexão pessoal sobre o impacto das ideias estéticas de um regime político, sobre o corpo do artista e sobre a expressão do corpo na arte.
"There is a point at which one discovers that is possible to reduce oneself to the man, to the man as he is; not to his mask, not to his role, not to his game, no to his dodging around, not to his image of himself, not to his clothing - only to himself. And further: this reduction to the man is possible only in relation to a being other than I. When there is touching, when man is no more afraid of anything - it is as if he has been released from bondage, from chains, as if everything were joy; as if whole circulation of life in us were joy, as if we ourselves were the circulation of life. If we facing the flame, and the flame is also in us, and if we are in the water, then..." (*)
A cenografia é inspirada em fotografias de espaços privados das épocas em que se vivenciaram os acontecimentos; alguns segmentos foram inspirados nas pinturas: The Suicide Victim e Sex Murder de OTTO DIX. É apresentado um espaço e ambiente que pretende metamorfosear uma existência. Os objectos desenvolvem a sua própria expressão ou prolongam a expressão do gesto ou ainda, viabilizam a construção de associações. Existem para exprimir o que o corpo não consegue, para construir interrogações, na actualização de gestos inscritos na memória.
Um marco histórico: 1933, 30 de Janeiro, Hitler é nomeado chanceler da Alemanha, e em 1939 começa a 2ª Guerra Mundial. Alguns artistas são obrigados a abandonar o país (Alemanha), ou a reformular os seus traços expressivos para sobreviver. Muitos são presos ou partem para o exílio. KURT JOOSS parte, R. LABAN fica, PELLUCA teve de parar em 1939, DORE HOYER continuou, mas os nazis não gostavam dela, WIGMAN, que ensinava segundo o seu próprio método, foi obrigada, também pelos nazis, a desistir.
Nélia Pinheiro in Programa de Espectáculo
Imprensa

" (...) a coreógrafa e bailarina concebeu um espectáculo sobre as amarras impostas por esses regimes aos artistas, que acaba por se transformar numa ode à Liberdade."

" A atitude de Nélia Pinheiro reproduz o comportamento dos artistas após a queda das respectivas ditaduras (...) "

Irina Melo in Jornal Público | 19/11/05

"O enquadramento é o de um quarto esventrado, onde regressa uma personagem de uma história dramática, interpretado pela própria Nélia Pinheiro. Há toda uma vivência de intimidade violada que incorpora a narrativa do corpo amordaçado pelas lembranças do tempo perdido que se concretiza nesse lugar interior, destruído, em ruínas."
Cláudia Galhos in Jornal Expresso | 12/11/05
"Este espectáculo reúne o somatório de um estudo e reflexão sobre a representação do corpo (...) um percurso alimentado pela vivência de artistas."
in Jornal Dica da Semana | 03/11/05
" Com um currículo recheado de passagens por escolas internacionais de dança contemporânea foi, no entanto, no Alentejo que Nélia Pinheiro encontrou o "território" para desenvolver o seu projecto.
É tudo isto que Nélia Pinheiro trouxe para o Alentejo, neste projecto de descentralização da dança, e que surgiu como uma grande aventura."
Carla Neves in Jornal Correio da Manhã | 05/12/04

<< Anterior  |  Criações  |  Seguinte >>
 
 
© 2015 Companhia de Dança Contemporânea de Évora. Todos os direitos reservados. fotos: Telmo Rocha design: NAD desenvolvimento: b-online.pt
      siga-nos no