2004

Cal

Direcção | Coreografia Nélia Pinheiro
Dramaturgia Rafael Leitão
Textura Sonora C-Schulz & Hajsch | Isabel Maya | Sigur Ros
Textos (poemas de) Florbela Espanca | textos dos intérpretes
Bailarinos Nélia Pinheiro | Raquel Nobre | Kris Doyle | Carlos Silva | Patrícia Mateus | Cristina Motta Capitão
Cenografia | Figurinos Nélia Pinheiro | Rafael Leitão
Desenho de Luz Fernando Alonso


Design Gráfico Rui Alves
Fotografias de Cena Jorge Gonçalves
Técnico de Luz | Som Sonido Kobra
Construção de Cenografia Carlos Godinho | António Galhano

Duração 70 min
Escalão Etário Maiores de 10 anos

CDCE Estrutura Financiada Ministério da Cultura | Instituto das Artes | Câmara Municipal de Évora

Estreia Évora | Adro da Sé | 22 de Julho de 2004

Imagens

Passados estão 14 anos da implantação do projecto artístico da CDCE na cidade e região, é chegada a altura de re-organizar a natureza do discurso artístico traçado.
Évora e a região foram desde o começo, o lugar de recolha e exploração dos materiais para as criações (Chão Vermelho, 1994, Olho de Fogo, 1998).
Com a experiência o percurso da criação foi sofrendo novas nuances à medida que os trabalhos viajavam por outros espaços, e geografias, e o meio rural e urbano, em mudança ia oferecendo novas perspectivas.
Évora transformou-se. A Praça do Giraldo (local onde se situa o espaço de residência), perdeu particularidades, as andorinhas partiram, os sinos são quase imperceptíveis, chegaram os ruídos, as obras, mais carros, foi-se acentuando marcadamente a ausência das particularidades que distinguiam a praça, da nobre cidade. Foram as novas sonoridades da Praça do Giraldo, durante o percurso dos ensaios, que impuseram a textura sonora da CAL.
Depois... os pombos, os vivos e os esborrachados pelos carros sobre a linha do autocarro azul, ao sair da porta da companhia. A CAL, peça coreográfica para 5 intérpretes, é assente num quotidiano cosmopolita e rural, é antes de mais, uma capacidade de achar o mais extremo interesse no que parece menos interessante, de promover e ampliar o irrelevante, os restos, ao topo das coisas que importam.
A peça foi criada a partir dos materiais desenvolvidos pelos bailarinos, recolhidos das suas observações da cidade de Évora, durante o período de vivência da criação.

Nélia Pinheiro in Programa de Espectáculo

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