2004

As Palavras Não Ditas
(work in progress)
Concepção | Coreografia | Interpretação Nélia Pinheiro
Colaboração Artística Susanne Linke
Música Henryk Górecki – Kleines Requiem für eine Polka e Good Night | Édith Piaf | José Afonso
Textos (depoimentos de) Ilse Loesch | Lisa Czobel Lidos por Raquel Nobre | Rafael Leitão | Nélia Pinheiro
Composição da Textura Sonora Inicial Ínfimoframe
Cenografia | Figurinos Nélia Pinheiro | Rafael Leitão
Realização Vídeo Ínfimoframe


Design Gráfico Rui Alves
Fotografias de Cena Jorge Gonçalves
Direcção de Cena Rafael Leitão
Assistente de Cena Raquel Nobre
Direcção de Luz | Som Fernando Alonso
Técnicos de Luz | Som Sonido Kobra

Duração 60 min
Escalão Etário Maiores de 10 anos

CDCE Estrutura Financiada Ministério da Cultura | Instituto das Artes | Câmara Municipal de Évora
Apoio Itinerância Regional Delegação Regional da Cultura do Alentejo

Primeira apresentação pública Avis | Auditório Municipal Ary dos Santos | 16 de Outubro de 2004

Espectáculo criado a partir os materiais coreográficos da peça Não se pode fazer cultura com a política, mas talvez se faça política com a cultura.

Um imaginário expressivo que procura desenvolver uma consciência actualizada da história. Não procura exemplificar os momentos históricos, mas construir através de metáforas cénicas, um desenho de realidade, um percurso pelos acontecimentos reais. Expressar, as palavras ainda não ditas pelos testemunhos vivos.

O formato da obra, surge a partir de duas propostas expressivas desenvolvidas no confronto com o público, e recebe dessa experiência novos materiais para a textura actual - solo perfilados de medo; de 2002 - Man kann mit politik keine kultur machen/aber vielleicht mit kultur politik, de 2004. Um processo faseado no tempo, que através de vários mecanismos e percursos utilizou a maturidade artística e profissional de ambas as coreógrafas envolvidas na criação da obra.

No palco da memória, assiste-se a uma experiência de crise num tempo de transformação. A memória de M (personagem), serve de mediação para a memória do tempo, enquanto matriz de uma série de associações abertas à construção de novas redes com o material histórico. Um trabalho de rememoração que se faz através do confronto de fragmentos de épocas diferentes.

M traduz um colectivo feminino e masculino - uma figura assexuada. A FIGURA DO GRITO E DA MORTE. A partir do contexto situacional, não narra ou exemplifica, gera as suas próprias associações na expressão mais íntima da existência. As acções não descrevem uma atitude naturalista, ou biográfica, mas constróem uma textura física e psicológica. Um corpo que habita num espaço histórico, com um olhar critico, consciente e actuante, com uma atitude reflexiva que viabiliza o desenvolvimento do processo de adaptação individual, a novos indicadores.

Os gestos do dia a dia, descritos pelo corpo, as linhas plásticas que se ignoram, desenvolvem associações específicas e qualitativas no contacto com as matérias captadas do meio. Os pequenos gestos que no dia a dia se perdem, são agora matéria inscrita no imaginário psicofísico da intérprete, imersa na investigação de caracteres captados na fragmentação e dissecação do quotidiano.

Nélia Pinheiro in Programa de Espectáculo

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