2004

Não se pode fazer cultura com a política, mas talvez se faça política com a cultura *
Direcção | Coreografia | Interpretação Nélia Pinheiro
Colaboração Artística Susanne Linke
Música Édith Piaf | José Afonso | Henryk Górecki
Textos (depoimentos de) Ilse Loesch | Lisa Czobel | lidos por Nélia Pinheiro | Raquel Nobre
Composição Sonora Inicial Ínfimoframe
Cenografia | Adereços Rafael Leitão | Nélia Pinheiro


Design Gráfico Rui Alves
Fotografias de Cena Jorge Gonçalves
Construção de Cenografia Carlos Godinho

Duração 55 min
Escalão Etário Maiores de 10 anos

CDCE Estrutura Financiada Ministério da Cultura | Instituto das Artes | Câmara Municipal de Évora

Estreia Évora | Espaço Novas Tendências CDCE | 24 de Abril de 2004

*citação de Theodor Heuss

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Não se pode fazer cultura com a política, mas talvez se faça política com a cultura, nasceu de uma ideia original da coreógrafa Nélia Pinheiro, trabalhada e desenvolvida em colaboração com a coreógrafa alemã Susanne Linke.

Nas primeiras sessões de trabalho entre Pinheiro e Linke, realizadas em Vienna - Áustria, o framework da obra adquiriu uma identidade. As estruturas expressivas desenvolveram uma harmonia ditada na contraposição com associações psicológicas e físicas adquiridas no processo de experimentação - as acções tendem para a self-examination, na perspectiva de edificar um lugar em que manifestem a sua verdadeira especificidade e intensidade.

O espectáculo representa um estudo específico sobre o material histórico: a situação dos artistas e da criação artística no período do regime Nazi, e na realidade portuguesa antes de ABRIL. O Diferencial de tempo não produz colisão de planos temporais, mas desperta o espectador para a analogia com os factos. Um espaço de reflexão, que é ao mesmo tempo, o resultado da descoberta de um padrão de linguagem entre ambas as coreógrafas. Tudo é moldado no dançarino: no seu corpo, na sua alma.
A peça, embora recorra aos códigos da linguagem da dança, procura projectar-se na descoberta de uma identidade, onde o corpo actua na sua expressão e posicionamento natural. Objectiva-se: a edificação de uma textura emocional, organizada através de acentos orgânicos; o desenvolvimento de um alfabeto gestual que amplie a comunicação; o desenvolvimento de uma mecânica que reorganiza o lugar - corpo.

Nélia Pinheiro in Programa de Espectáculo

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