1999

2º Programa


Perfilados de Medo (versão I)
Concepção | Direcção | Dramaturgia Rafael Leitão
Coreografia Nélia Pinheiro
Música Henryk Góreki – Sinfonia nº 3 | Elgar | Sérgio Godinho – Primeiro dia (1975)
Bailarinos Hugo Goepp | Nélia Pinheiro | Catarina Trota | Rafael Leitão
Malabarista Hugo Osga
Figurinos | Cenografia Nélia Pinheiro | Rafael Leitão
Adereços Elsa Batalha
Desenho de Luz Rafael Leitão


Design Gráfico Rui Alves
Fotografias de Cena Jorge Gonçalves
Técnico de Luz | Som Nuno Bexiga
Construção de Cenografia Carlos Godinho
Decoração de Cenografia Jonas Rio

Duração 90 min
Escalão Etário Maiores de 10 anos

Companhia Subsidiada Ministério da Cultura | Instituto Português das Artes do Espectáculo | Câmara Municipal de Évora
Co-Produção Câmara Municipal de Beja

Estreia Beja | Casa da Cultura | 11 de Maio de 1999

Imagens
1999 - 25 anos de Abril - 50 anos dos direitos do homem. Na Segunda Guerra Adolph Hitler e os nazis quase levaram a cabo a "Solução Final". Setenta e cinco por cento dos judeus da Europa foram aniquilados. Adolph Hitler instruiu os responsáveis pelo assassínio de 11 milhões de pessoas inocentes a "fecharem o coração à piedade". Hoje na civilizada Europa o racismo e a xenofobia irrompem para uma escala preocupante. Os conflitos como vulcões adormecidos por um medo imposto, rebentam por todo o lado e desfazem as geografias convencionadas. A passos largos o mundo regressa à barbárie e ignora os direitos mais elementares de liberdade do homem. As condições que permitiram a ocorrência do holocausto: racismo, intolerância e fanatismo, ainda hoje existem. Testemunhamos os campos de morte do Camboja, os massacres de Timor e Ruanda, a pilhagem, destruição e limpeza étnica no Kosovo. "Perfilados de medo, sem mais voz, o coração nos dentes oprimido, os loucos, os fantasmas somos nós". Um diálogo entre a dança e a expressão teatral. Um diálogo de exortação da liberdade, dos direitos do homem, dos "sem terra", dos fracos que a história não reza. Passo a passo, com os ouvidos nas páginas cheias de casos limites, se redescobriu as necessidades vitais do ser humano para a sua sobrevivência psíquica. A incapacidade de se saber mover, existir, agir na condição de homem. As personagens são o resultado de toda a violência física e mental, que assenta quotidianamente a sua existência na prepotência, no sexismo, no servilismo e na lei do mais forte. A acção é uma anti narrativa com o recurso a retornos e apelos interiores, que por vezes torna a linguagem incoerente, porque as relações se sobrepõem por uma associação de emoções, à cronologia dos acontecimentos. Uma colagem de situações gritantes, de indícios de loucura, evasão e ironia pungente.
In Programa de Espectáculo

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